Daquele galpão da infância
Composição: Marco Antônio "Xirú" Antunes / Marcelo Oliveira
Aquele galpão de quincha,
Boceja no entardecer, A
Boceja no entardecer,
B7
Com voz de graveto seco,
Com ronco de mate bueno,
Com cheiro de graxa fina,
Lambuzada nos aperos E
Lambuzada nos aperos
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Aquele galpão de quincha,
Tem as contas dos rodeios, A
Tem as contas dos rodeios,
B7
Guarda a impressão dos olhares,
Vermelhados de brasedo,
Mira o feitiço do fogo,
E o seu fogo é feiticeiro E
E o seu fogo é feiticeiro
Emoldura a lua branca,
Pra o quarador dos potreiros, E
Pra o quarador dos potreiros,
JanF#7
Janela de sol nascente,
Rumbiando ao amanhecer, B7
Rumbiando ao amanhecer,
JeiA B7
Jeito de abraço amigo,
A quem muito se quer bem E
A quem muito se quer bem
Há coisas de velho contando,
Nas longas noites de inverno,
Destes campeiros que falam,
Como de avô pra um neto,
E nos ensinam as volteadas,
Do que é errado e o que é certo
Descaso de picumã,
Quando o verão é fornalha, A
Quando o verão é fornalha,
B7
Troca de pouso tua gente
Pra sombra de uma ramada,
Mas ficas de pronto nas rondas,
Pros golpes da madrugada E
Pros golpes da madrugada
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Mas tem uma coisa nele,
Que eu não sei explicar, A
Que eu não sei explicar,
B7
Pois ao guardar minha infância,
Resguardou o meu lugar,
Pôs sem querer sua saudade
No meu jeito de cantarE
No meu jeito de cantar