E
Aquele galpão de quincha,
Boceja no entardeceA
Boceja no entardecer,
B7
Com voz de graveto seco,
Com ronco de mate bueno,
Com cheiro de graxa fina,
Lambuzada nos aperE
Lambuzada nos aperos
Aquele galpão de quincha,
Tem as contas dos rodeios,A
Tem as contas dos rodeios,
B7
Guarda a impressão dos olhares,
Vermelhados de brasedo,
Mira o feitiço do fogo,
E o seu fogo é feiticeiE
E o seu fogo é feiticeiro
EmolduA
Emoldura a lua branca,
Pra o quarador dos potreirE
Pra o quarador dos potreiros,
JanF#7
Janela de sol nascente,
Rumbiando ao amanhecB7
Rumbiando ao amanhecer,
JeiA B7
Jeito de abraço amigo,
A quem muito se quer bE
A quem muito se quer bem
Há coisas de velho contando,
Nas longas noites de inverno,
Destes campeiros que falam,
Como de avô pra um neto,
E nos ensinam as volteadas,
Do que é errado e o que é certo
Quando o verão é fornA
Quando o verão é fornalha,
B7
Troca de pouso tua gente
Pra sombra de uma ramada,
Mas ficas de pronto nas rondas,
Pros golpes da madruE
Pros golpes da madrugada
Mas tem uma coisa nele,
Que eu não sei expliA
Que eu não sei explicar,
B7
Pois ao guardar minha infância,
Resguardou o meu lugar,
Pôs sem querer sua saudade
No meu jeito de cantE
No meu jeito de cantar