Am G F E7
Tropa é quadro na parede
Carreta é molAm
Carreta é moldura antiga
As botas perdem estribos mas inda firmam demoras
E o cDm
E o couro também se lembra que o sangue tinge as esporas
CF
Cada retalho terrunho é marca viva e se encerra
SemE7
Sempre que volta - é campeiro com digitais pela terra
E o cAm
E o campo fica nos dedos por testamento assinado
GDm
Guarda um poema encardido no berro grosso do gado
UF
Uma saudade no rosto em rastros de permanência
E7
É o barro da identidade que reconhece a Querência
VoDm Am E7
Volta-boi! acorda em verso, rangido vira cantiga
TF E7
Tropa é quadro na parede
Carreta é moldurAm
Carreta é moldura antiga
Foi de lá, de um outro tempo, foi daqui e se costeia
Herança que segue altiva pra desatar as maneias
Volta-boi! Volta-boi! carretas viram poema
Tropa é quadro na parede e ainda berra suas penas
OAm
Os que ficam têm motivo, são mais do que tenho escrito
UnsDm
Uns morrem no esquecimento, outros, perto do infinito
DF
Dos bons cavalos de viagem andantes por vida inteira
PiE7
Pingam gotas das estradas intermináveis de poeira
EAm
Esses semblantes de campo vão morrer todos iguais
PoF
Pois é debaixo da terra que se apagam as digitais
VDm
Volta-boi! vira cantiga, carretas viram poema
TE7
Tropa é quadro na parede e ainda berra suas penas
VDm Am E7
Volta-boi! acorda em verso, rangido vira cantiga
TF E7
Tropa é quadro na parede
Carreta é moldura anAm
Carreta é moldura antiga!